Para que a equipe executora da campanha Bicicleta nos Planos (equipe que denominamos de Grupo de Trabalho) atinja seus objetivos e não enfrente desgastes, é fundamental elaborar um planejamento mínimo, ao qual denominamos Plano de Trabalho.

 

Por que criar um Plano de Trabalho?

Um Plano de Trabalho (PT), que também pode ser chamado de Plano de Ação (PA), tem a função de planejar as ações (atividades, intervenções, tarefas, prazos, etc.) necessárias para se alcançar um objetivo determinado pelo grupo que o compõe, de acordo com o ambiente e os recursos disponíveis. No caso da Campanha, o objetivo geral já está definido: incluir a bicicleta na cidade através do PlanMob. O Plano de Trabalho poderá contribuir para vocês identificarem as táticas a serem usadas para alcançar o objetivo.

Com o PT, a equipe que irá desenvolver a campanha (na Orientação Técnica anterior sugerimos que a equipe se organize em forma de um Grupo de Trabalho, ou GT), atuará com menos risco de se desviar dos objetivos, de realizar atividades de pouca utilidade ou em um momento inadequado.

É claro, sempre surgirão necessidades fora do Plano de Trabalho, uma vez que a política nem sempre segue uma linha retilínea. Nesse contexto,o PT pode ser revisto e readequado, para que a nova atividade esteja conectada ao escopo anteriormente definido.

 

Como elaborar um Plano de Trabalho?

É mais simples do que possa parecer. Existem, hoje, diversas ferramentas eletrônicas na internet, como o Trello, Asana ou Evernote. Mas uma boa planilha eletrônica, principalmente se for online e colaborativa, como do Google Drive, já cumpre bem sua função.

Quem não quiser começar do zero, pode baixar a planilha “Modelo de Plano de Trabalho” (simplificada), que está em https://goo.gl/wbd1k8. A partir daí, use e abuse da criatividade!

 

DICA: ferramentas de estocagem de arquivos (documentos, fotografias etc.) na internet, como Google Drive ou o DropBox, são fundamentais, atualmente, para o ganho de produtividade, pois pode ser abastecido e gerenciado por toda a equipe e acessado de qualquer lugar com conexão à internet.

É fundamental que o PT seja elaborado por toda a equipe que vai executá-lo, podendo contar com colaborações externas também. Um planejamento elaborado por apenas uma pessoa tende a não ser compreendido e por despertar pouca engajamento coletivo.

Alguns itens são fundamentais para a completude do Plano:

  • Atividade (ou Ação): que pode ser dividida em Tarefas: ou seja, definição e detalhamento (não precisa ser exaustivo) do que que precisa ser feito
  • Responsáveis: nominar a ou as pessoas que deverão coordenar e/ou executar cada Atividade ou Tarefa
  • Cronograma: a data, prazo e/ou período em que a Atividade deve ser executada, bem com sua recorrência
  • Metas: que tal estabelecer metas? Com isso, a equipe tem uma ideia mais clara do que considera ideal. Se as metas não forem atingidas, pode-se revê-las, ou avaliar porque não foram atingidas

Agora, é importante o constante monitoramento do Plano de Ação: verificar o que está pendente, buscar informações com que tem a tarefa a seu cargo, reavaliar os prazos etc. Ou seja, o PT deve ser um instrumento vivo e dinâmico, um centro metodológico do Grupo de Trabalho. Neste monitoramento, podem ser usados Indicadores (que estão ligados às Metas) e Gatilhos, considerando medidas necessárias a tomar caso as atividades não estejam saindo conforme esperado.

 

Quais atividades constarão do Plano de Trabalho?

Como vimos, o objetivo geral da Campanha é inserir a bicicleta na mobilidade urbana local por meio do Plano de Mobilidade do município.  Ou seja, trata-se de uma atividade que está relacionada com Política Nacional de Mobilidade Urbana  (Lei 12.587/2012), a qual estipula que o planejamento da cidade deve ser orientado para garantir a prioridade de pedestres, ciclistas e transporte coletivo.

Muitas atividades podem ser realizadas para atingir este objetivo, mas algumas delas terão uma possibilidade muito menor de trazer esse resultado: um passeio ciclístico ou uma aula de conserto de bicicletas, por exemplo. Claro, tais atividades podem ser acrescentadas ao conjunto, visando inclusive a ludicidade e atrair pessoas que, de outro modo, não se envolvem.

Entretanto, as atividades centrais e prioritárias devem estar ligadas à incidência política e à influência sobre a opinião pública e às organizações sociais, as quais podem ganhar força mediante a formação de conhecimento.

Outra questão fundamental é considerar que que cada Organização Local vai realizar sua campanha de acordo com o status do PlanMob local.

Vejamos:

  1. Cidades que não iniciaram o PlanMob: a campanha objetiva que seja iniciado, na cidade o PlanMob (no qual se pretende que a bicicleta seja incluída)
  2. Cidades que estão elaborando seu PlanMob: a campanha objetiva incluir a bicicleta no PlanMob
  3. Cidades que já tem PlanMob: a campanha objetiva que o PlanMob seja executado (saia do papel), de modo que os itens relativos à bicicleta sejam implementados – e se for detectado que a bicicleta está mal inserida no PlanMob, o objetivo é que seja efetuado uma revisão do PlanMob (neste caso, se fundindo com o tipo 1, acima)

Então, considerando a “natureza” da campanha e o status do PlanMob, vejamos, na tabela abaixo, indicações de algumas das atividades/tarefas principais a serem realizadas:

Algumas dessas atividades serão motivo de futuras Orientações Técnicas, outras dispensam tal tratamento por serem comuns ou conhecidas das Organizações Locais.

Certamente certas atividades estão fora do alcance de algumas Organizações, devido sua estrutura e capacidade humana, por isso é importante elaborar o Plano de Trabalho e focar nas atividades que mais renderão resultados e que estejam dentro dos limites de planejamento e execução de vocês.

 

 

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