Para desenvolver com mais qualidade Campanha Bicicleta nas Eleições em sua cidade – e ter mais chances de sucesso! – é fundamental criar uma estrutura de organização de equipe: um Grupo de Trabalho, ou GT.

 

A quem se destina o GT?

Inicialmente, precisamos reconhecer que dentre as Organizações Locais (OLs) participantes da campanha, algumas já possuem bastante experiência, tempo de vida, quantidade razoável de membros e experiência em execução de projetos. E, também, assumir que algumas OLs são mais novas e/ou menos estruturadas, portanto mais necessitadas de incentivos e orientações sobre formas de agir.

Tanto umas quanto outras devem sentir-se livres para definir o seu organograma, mas faz parte do papel da Coordenação Nacional da Campanha Bicicleta nos Planos recomendar os modos mais eficazes de obter resultados em iniciativas coletivas. Portanto, não é obrigatório criar um GT.

 

Por que criar um GT? E quem vai participar

Independentemente do porte da organização que está participando, e do tipo de campanha que será realizado (de acordo com o status do PlanMob local: 1. Não possui PlanMob; 2. Está elaborando PlanMob; 3. Já possui PlanMob), é necessário que existam pessoas a assumir a tarefa.

Mesmo que apenas uma pessoa seja destacada pela sua Organização para desenvolver a Campanha, é interessante criar a figura de um Grupo de Trabalho – bem, também podemos denominar de Comissão, Equipe etc., o que importa é o sentido do coletivo -, do qual podem fazer parte mesmo observadores.

Mais de uma pessoa envolvida no projeto significa informações sendo compartilhadas e democracia sendo exercida.  Portanto, cogitem criar um GT!

O GT pode ter a presença de membros apenas da Organização que se inscreveu, mas também pode, e deveria, comportar membros de uma ou mais organizações locais com as quais vocês mantiverem relacionamento, ou mesmo de ciclistas e interessados que não tem agido junto até agora.

Na inscrição da Campanha, vocês informaram o nome e e-mail de pelo menos três pessoas participantes da Campanha. Pois bem, a Coordenação Nacional está considerando que estas pessoas, que foram inseridas no Grupo de Comunicação assessoria-bicipmu@googlegroups.com, compõem o GT. E se o GT crescer, nos informe para as inserirmos no Grupo de Comunicação.

Como veremos mais adiante, uma das atividades transversais da Campanha é buscar o apoio de outras organizações sociais da cidade – e delas podem surgir interessados em, mais do que apoiar, também atuar com vocês: portanto, insiram-nas no GT.

Além disso, a experiência de criar o GT será um bom exercício para o desenvolvimento de outras projetos ou atividade de sua organização, podendo ser aproveitado para aprimorar o modo de gestão da sua Organização.

Ah, e não se esqueçam: é fundamental a participação de mulheres, pois elas conformam a cidade, pois a cidade é tanto delas quando dos homens e porque não se pode constituir um projeto de sociedade sem a visão feminina. Não tem mulheres por perto? Bem, então que tal elaborar alguma atividade para envolvê-las e trazê-las para a tomada de decisões

 

Como vai funcionar o GT? E quais atividades vai executar?

A forma de organização ou estruturação interna (se haverá coordenação, por exemplo) fica por conta de vocês, mas é conveniente que ela seja participativa e democrática nas decisões, fortalecendo estes valores nas suas próprias organizações.

O importante é que a campanha, que é complexa e processual, não deixe de ter pessoas responsáveis – senão o risco dela deixar de ser executada, de se perder pelo caminho e de não alcançar seus objetivos é considerável.

Dissemos que a campanha é complexa, mas isso não quer dizer que ela seja complicada ou difícil. Queremos dizer que ela é composta de diversas atividades que podem ser arranjadas em linhas de atuação – por exemplo: comunicação com a imprensa, mobilização popular, pesquisas, busca de parcerias – e de forma sequencial, distribuídas ao longo do tempo, ou seja, processual. A campanha não é uma intervenção pontual e momentânea, mas um conjunto de ações mais ou menos ordenadas (quanto mais ordenadas, melhor, mas isso depende da capacidade de execução de vocês), com início, meio e , espera-se, fim.

Enfim, o tudo o que vai ser realizado pela Campanha, o será no e pelo GT – é claro, com o diálogo e legitimação de toda a Organização à qual (ou às quais) ele estiver vinculado.

Durante toda a Campanha, existirá um relacionamento entre a Coordenação Nacional (Coordenadores, Consultor Técnico, Assessora de Comunicação, Designer) e os membros da Organização Local. Pois bem: o fluxo de comunicação, na OL, ocorrerá no GT. O GT receberá as as Orientações, analisará as possibilidades de atuação a partir delas e, se necessário, as debaterá com o restante dos membros da OL.

 

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Este texto é baseado na Orientação Técnica 03 da Campanha Bicicleta nos Planos.

 

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