Vila Velha ainda não possui um Plano de Mobilidade Urbana, embora ele esteja sendo construído. A última informação que se tem  é que o corpo técnico da prefeitura da cidade está analisando as propostas das empresas que participaram da licitação.
O prazo de execução do Plano, após a contratação da empresa, é de cerca de um ano. Ou seja, ele deverá ficar pronto em 2017. Isso significa que a sociedade civil local tem tempo de se organizar e pensar em estratégias para incidir na elaboração do Plano nas próximas etapas.
De toda forma, a equipe de técnicos do Bicicleta nos Planos analisou o Termo de Referência (TR) utilizado pela prefeitura para contratação da empresa que fará o Plano de Mobilidade Urbana de Vila Velha e foi notado que ele (o TR) prevê alguns aspectos relacionados à bicicletaO que consta no Termo dará norte às propostas que foram/estão sendo apresentadas à prefeitura. Caso a proposta aprovada pela prefeitura não contemple o que estava no Termo de Referência, a sociedade civil (em seus diversos segmentos) pode tentar incidir para que a proposta contemple o que está previsto no TR. A saber:
  • Inventariar as características da demanda e da oferta nos diferentes modais oferecidos na Cidade – automóveis, veículos coletivos, bicicletas, táxis – em especial em relação às origens e destino das viagens, mediante pesquisas específicas relacionadas neste documento;
  • Informação sobre a divisão modal: Do total de viagens, 229.915 (25,8%) são realizadas no modo motorizado coletivo; 317.459 (35,6%) são realizadas no modo motorizado individual e 343.411 (38,6%) são realizadas no modo não-motorizado (bicicleta, a pé);
  • Ele também afirma que é importante tratar de forma particularizada o “Transporte não motorizado com foco na acessibilidade e na circulação de bicicletas.”;
  • Prevê que o “desenvolvimento do plano requer um diagnóstico contemplando informações urbanas, econômicas, sociais e de mobilidade, inclusive com relação a sua evolução entre 2004 e 2014, pelo menos, realizado de forma participativa e através da realização de workshops divididos por temas específicos, como: estacionamento, bicicletas“;
  • Prevê também o levantamento de dados sobre oferta e demanda, incluindo aí as viagens por bicicleta (fala sobre gestão da demanda), mas também o que há em termos de biciletários, paraciclos, etc;
  • No sentido de gerir a demanda, o Termo prevê: rede de ciclovias, ciclofaixas e rotas cicláveis; – Bicicletários públicos e privados; – Sistema de bicicletas compartilhadas;
  • Prevê a realização de contagens volumétricas de tráfego de bicicletas em 20 postos, nos dois sentidos de tráfego, das 05:00 às 20:00 hs, em dias úteis e também entrevistas estratificadas com 1.200 ciclistas  por período e posto de acordo com a contagem volumétrica nos 20 postos considerados;
  • Prevê o levantamento da condição das vias para circulação de bicicleta da cidade; e
  • Ter uma política para estacionamentos em vias públicas, incluindo aí o de bicicletas.
RESERVE SUA AGENDA: no próximo dia 6 de junho, haverá a primeira audiência pública (de uma série de três) para discutir o Plano Diretor do Município (PDM). Embora a discussão do Plano Diretor esteja avançada e a elaboração do Plano de Mobilidade atrasada com relação ao PDM, é possível que haja espaço para fazer as primeiras discussões sobre a importância de conectar o Plano de Mobilidade ao Plano Diretor e, claro, incluir a bicicleta neste último de alguma forma.